Quase todo mundo viu o
filme Comer, rezar, amar (Eat, Pray, Love - 2010) certo?
(Se não
viu: você é um sortudo, tem um ótimo programa esperando por você!)
O
filme me emocionou, por vários motivos. Tenho mais de 30 anos, tenho as dúvidas
e certezas de uma mulher de nosso tempo e também estive em um momento em que
questionei o rumo que minha vida estava tomando.
Sabemos
que quase nunca é possível pegar algumas roupas, o passaporte e ir para uma
bela cidade, quando a vida fica difícil. Mas a história de Liz tem elementos com
significados especiais envolvendo temas sobre comida e energia, escolhas e gestos
simples. Vamos falar sobre algum deles?
Liz
comeu. Comeu consciente de cada pedaço e fez das refeições um momento especial.
Na
Itália, Liz teve o insight sobre comida. Ela havia perdido o prazer de se
alimentar e foi para lá em busca de novas experiências. Acabou encontrando
muitos sabores e porções.

Lembro-me
quando Liz cria uma "salada de vida” de suas coisas favoritas - ovos cozidos, aspargos,
salmão, queijo de cabra, azeitonas e um pêssego. Ela coloca tudo em um bonito
prato e, em seguida, come-o no chão de seu apartamento em Roma, enquanto
folheia o jornal. A cena descrita no livro foi representada com fidelidade no
filme. Era exatamente como eu imaginei. Liz fica consciente, calma e centrada
nos alimentos. Ela não é excessiva na ingestão ou abstenção. Ela aprecia a beleza dos
alimentos e saboreia cada pedaço.
Você
não precisa tirar um ano sabático e ir à Itália para fazer uma “salada de vida
e prazer”. Se quiser, pode fazê-la esta noite. Que tal começar com um bom prato?
Escolha coisas aleatórias de que gosta.
Como
seria prepará-las com carinho para você?
É
possível encher esses ingredientes de carinho?
Será
que ficam bonitos juntos?
Cada
pedaço que morder será uma porção de energia.
Tem
vontade de organizá-los na mesa ou no prato?
O
meu prato teria: atum, ervilhas, arroz, alcachofra, ovos cozidos, damascos e
entusiasmo.
E o
seu, como seria?